Desmistificando a Hipnoterapia.
Uma Reflexão sobre Formação e Profissionalismo.
Recentemente, numa conversa de circunstância veio à tona um equívoco comum sobre a hipnoterapia. Esta pessoa com quem falava, explicou-me que uma psicóloga e Hipnoterapeuta sua conhecida teve de deixar de praticar hipnoterapia porque os pacientes começaram a apresentar comportamentos estranhos durante as sessões, como latir ou falar com vozes engraçadas. Essa pessoa estava realmente convencida de que esses comportamentos eram consequência direta da hipnoterapia. Como profissional comprometida com a hipnoterapia enquanto ferramenta terapêutica séria e eficaz, achei essa conversa ao mesmo tempo surpreendente e preocupante. Embora tenha mantido a calma, confesso que essa história em particular me incomodou. Não pelos comportamentos descritos, mas porque revelou uma enorme falta de entendimento sobre o que a hipnoterapia realmente é de como funciona. É importante esclarecer: a hipnoterapia não induz comportamentos estranhos ou performativos, não é uma forma de entretenimento, nem uma ferramenta para manipular ou controlar as pessoas. Quando praticada por profissionais devidamente formados, a hipnoterapia é um método poderoso e transformador, baseado em ciência, psicologia e empatia. É utilizada para ajudar indivíduos a lidar com uma ampla gama de questões, desde a gestão da ansiedade e superação de fobias até o crescimento pessoal e a lidar com questões emocional. Os comportamentos estranhos descritos nessa história não refletem a hipnoterapia em si, mas sim uma formação inadequada ou um entendimento equivocado da prática. Quando profissionais não recebem a devida formação ou não compreendem plenamente os princípios e a ética da hipnoterapia, podem, sem querer, criar situações que confundem ou até mesmo causam desconforto em seus clientes. Isso prejudica a reputação da hipnoterapia e desencoraja outros a explorarem o seu imenso potencial. A triste realidade é que essa profissional pode ter deixado de praticar a hipnoterapia não porque a técnica fosse falha, mas porque lhe faltavam as ferramentas e o conhecimento adequados para utilizá-la de forma eficaz. Isso destaca a importância de uma formação de qualidade e do desenvolvimento profissional contínuo para todos que trabalham nesta área.
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